No próximo dia 8 de março comemora-se o Dia Internacional da Mulher. A data foi criada em 1910, durante a II Conferência das Mulheres Socialistas, e visa relembrar o histórico de luta por melhores condições de trabalho e pela emancipação política e social das mulheres.
Ao longo dos mais de 100 anos de existência da data, as mulheres conquistaram o direito ao voto, à licença maternidade e o direito a receberem salário igual ao dos homens ao realizarem funções idênticas. Entretanto, essas garantias restringem-se, ainda, ao campo jurídico. Segundo dados de 2009 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) enquanto os homens recebem, em média, R$ 1.518,31 por mês, as mulheres ganham R$ 1.097,93, o que representa uma diferença de 38,3%.
O preconceito não se manifesta apenas no terreno salarial. Uma pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo revela que 7,2 milhões de mulheres com mais de 15 anos já sofreram agressões. O dado representa um contingente assustador: a cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas no Brasil.
A opressão e violência contra a mulher se expressam também na universidade, como demonstram os frequentes trotes com teor machista em recepção dos calouros e o caso recente envolvendo estudantes da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a competição denominada “Rodeio de Gordas”, em que alunos disputavam quem conseguia segurar uma estudante acima do peso por mais tempo.
Neste mês de março, a diretoria da APUFPR-SSind quer lembrar a cada um de seus associados do papel determinante que os docentes podem desempenhar, enquanto categoria coesa e unida, na transformação das relações sociais opressoras a que estamos submetidos, em busca de uma sociedade mais justa e livre da exploração de classe, que atinge de forma mais cruel as jovens mulheres trabalhadoras.
A APUFPR-SSind lutará para que os docentes da UFPR se engajem, neste 8 de março, contra o machismo e a exploração; pelo fim da violência contra mulher; na defesa de remuneração salário igual para trabalho igual e pela criação de uma política de saúde que compreenda a maternidade e o direito à autodeterminação feminina.


