Ato em defesa dos hospitais universitários acontece na quinta-feira (03/02), às 17h, na Praça Saldanha Marinho
A Seção Sindical dos Docentes (SEDUFSM) e a Associação dos Servidores da UFSM (ASSUFSM - Seção Sindical), além de estudantes junto a outras entidades, promovem no dia 03/02 (quinta-feira) um ato em defesa dos hospitais universitários e pela rejeição da Medida Provisória 520, que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. O movimento busca alertar a população sobre as consequências da MP, que passa para as mãos da iniciativa privada a gestão dos hospitais universitários.
Para a comunidade de Santa Maria e região, a Medida Provisória representa a incerteza do atendimento gratuito, já que o dinheiro para a manutenção dos hospitais universitários virá de empresas privadas. A MP também afeta as contratações de funcionários para os hospitais, que passam a ser pela CLT, não havendo vínculo entre os servidores e a universidade.
O diretor do Centro de Ciências da Saúde da UFSM, Paulo Burmann, observa que o HUSM é um hospital escola e que terá sua finalidade comprometida se a MP for mantida. “O Hospital Universitário é diferente dos demais hospitais públicos, pois ele não atende somente a população, ele se presta ao ensino e a pesquisa. Em 10 anos, se persistir esse quadro, os servidores serão todos contratados pelo meio privado, pois não será a universidade que irá contratar e sim a empresa”.
A manifestação está marcada para as 17h na Praça Saldanha Marinho, mas a concentração no local inicia às 15h, com a apresentação em telão da campanha publicitária da ASSUFSM contra a Medida Provisória 520. Servidores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) confirmaram presença no ato. As seções sindicais das demais universidades federais do Estado também foram convidadas, assim como sindicatos da área da saúde. No ato, um abaixo assinado contra a MP estará à disposição da população que passar pela praça.
Fonte: ANDES-SN


