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NOTÍCIAS

 

21/01/2011

MST-BA promove jornada de lutas por educação

Da redação

O MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) começou, em janeiro, sua jornada de luta por Escola e Educação em todo estado da Bahia. A pauta de reivindicações inclui a imediata construção de escolas nas áreas de reforma agrária, um dos problemas mais graves, segundo os trabalhadores.

No dia 10, o movimento ocupou as prefeituras de Itamaraju, Prado, Itabela e Mucuri, além de realizar atos em outros municípios. Como resultado da ação, as prefeituras fizeram um acordo e devem debater as reivindicações com o movimento.

Segundo Edineide Xavier, integrante da coordenação estadual, a jornada quer chamar atenção para problemas graves enfrentados pelos trabalhadores, como a ausência de escolas com infraestrutura adequada, a inexistência de formação específica para os educadores do campo e a má qualidade do transporte escolar oferecido pelos municípios.

Confira as reivindicações da jornada:

1.      Construção, ampliação e  reformar as escolas no e do campo, com infraestrutura que leve em conta as questões socioambientais e cultuais locais no processo de formação, ofertando condições dignas que valorize o ser humano educando e educador;
2.      Implantação o Ensino Fundamental (anos  iniciais e finais) e Médio nas escolas do campo, assentamentos de reforma agrária, etc.
3.      Atendimento da demanda de crianças de 0 a 6 anos de idade, em cirandas infantis, creches etc.
4.      Expansão da Educação Profissional, Escolas Agrotécnicas, Escolas de Trabalho e Produção – com oferta de cursos técnicos, com formas de ingresso especifico para atender a demanda dos sujeitos do campo: Assentamentos e etc.
5.      Elaboração Calendário escolar específico de acordo com o tempo e a realidade produtiva e cultural das etnias indígenas, dos sujeitos do campo e das comunidades locais;
6.      Garantia oferta de atividades de esporte, arte e lazer nas escolas e comunidades do assentamentos; 
7.      Implantação de  bibliotecas atualizadas e laboratórios para a inclusão digital nos escolas de assentamento. Construção  centros poli - esportivos por núcleos populacionais, com acompanhamento permanente de profissionais especializados para o desenvolvimento das atividades;
8.      Construção de  centros culturais que favoreça o resgate das manifestações culturais das comunidades rurais;
9.      (Re) Construir coletivamente o Projeto Político Pedagógico (PPP) das escolas e da educação do campo, a partir de pesquisa sócio antropológica sobre a realidade dos sujeitos, suas identidades e pertencimentos, capaz de atender com qualidade os principais problemas  do processo ensino aprendizagem
10.  Fomentar junto aos educadores e educadoras do campo o estudo sobre as Diretrizes Operacionais da Educação do Campo e o debate sobre a necessidade de construção de propostas curriculares especificas para as escolas do e no campo;
11.  Assessoramento e Acompanhamento  Técnico Pedagógico permanente nas Escolas dos assentamentos com profissionais que tenha experiência nas escolas de assentamento.
12.  Garantia da  Construção coletiva do currículo, a partir da experiência e acúmulo de seus sujeitos e da comunidade local, a fim de (re) afirmar suas identidades e culturas, contextualizando-o e referenciando o conhecimento científico e escolar no modo de produção material e simbólica dos sujeitos; afirmando valores éticos, práticas solidárias e democráticas.
13.  Ofertar formação inicial e continuada gratuita e com qualidade social para os/as educadores/as do campo, referenciando a diversidade cultural da região alicerçada no Projeto Político Pedagógico da educação do campo e da organização social da qual faz parte as escolas.
14.  Formar docente adequadamente para trabalhar com classes multisseriada, com educandos de diferentes idades e níveis de conhecimento.
15.  Oferecer condições dignas de formação, salário e trabalho a todos/as os/as trabalhadores/as em educação (pessoal de secretaria, auxiliar administrativo educacional, técnico administrativo educacional, vigias);
16.  Realizar concurso público específico para o campo, atribuindo enquanto critério residência e identificação no campo;
17.  Viabilizar parcerias com as Universidades Públicas para cursos de Graduação e Pós Graduação na área de Educação do Campo;

Fonte: Caros Amigos
 
 

 

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