No dia 1º junho, a APUFPR-SSind promoveu uma reunião a fim de iniciar o debate sobre dedicação exclusiva com os docentes da Universidade. Cerca de 30 professores estiveram presentes no auditório da sede do sindicato, onde debateram a situação daqueles que desejam alterar o regime de trabalho para dedicação exclusiva, mas que enfrentam dificuldades para conseguir a progressão.
São inúmeros os casos não atendidos apresentados pelos professores, tanto os que entraram com o pedido de progressão antes da resolução 98/2008 do Conselho Universitário (Coun) — que instituiu o regime de trabalho de 40 h sem dedicação exclusiva (DE) e tornou o processo de progressão mais difícil para os professores —, quanto os que solicitaram a mudança após a publicação dessa resolução.
Na avaliação da diretoria da APUFPR-SSind, os docentes enfrentam obstáculos impostos pela própria Universidade, que os impede de se dedicarem exclusivamente à docência e à pesquisa na UFPR. Esse quadro se fez mais perceptível a partir da implantação do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) na instituição, juntamente com o sistema de banco de professor equivalente, que estabelece uma pontuação para cada regime de trabalho.
“É um direito de todos e um dever da UFPR propiciar que o professor esteja inteiro na Universidade, dedicando-se exclusivamente à instituição. Só assim poderá desenvolver a carreira de educador aliada a de pesquisador e difusor de conhecimento comprometido com o ensino, pesquisa e extensão de qualidade, que é o que queremos para a sociedade”, afirma Astrid Avila, presidente da APUFPR-SSind.
Após essa reunião, o sindicato dos professores — que já possui uma ação civil pública em defesa dos docentes que pediram a progressão até novembro de 2008 –, apresentará os problemas vivenciados pela categoria à administração da UFPR e solicitará que medidas sejam efetivadas para que os professores sejam valorizados pela instituição e tenham o direito de se dedicar por completo à vida acadêmica.
O professor Antônio Soares de Lima, do departamento de Estomatologia, conta que deseja progredir na carreira, mas encontra dificuldades. Para ele, a iniciativa de pautar o debate e encaminhar o assunto coletivamente deve fortalecer os pedidos individuais de alteração do regime de trabalho. “A iniciativa da APUFPR é extremamente importante, pois se todos se unirem será formada uma grande força para tentar mudar essa situação. A ação da APUFPR é fundamental nesse sentido”, declara.
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