Depois de receber a solicitação da APUFPR-SSind, a administração da UFPR requereu junto ao Ministério do Planejamento a regularização de todos os casos de docentes que tiveram os pagamentos dos adicionais de insalubridade, periculosidade e gratificação interrompidos.
A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas recebeu um comunicado do Ministério, no dia 22 de abril, informando que o órgão irá rever a folha de abril e verificar a possibilidade de reativar o pagamento dos adicionais ocupacionais ainda na folha deste mês. Para a luta docente, esse primeiro passo já é uma conquista, mas o Sindicato manterá uma ação permanente de fiscalização do andamento desta pauta.
Histórico
No final de março, a diretoria da APUFPR esteve reunida com a administração da Universidade para solicitar um posicionamento da Reitoria sobre o andamento dos 16 pontos que compõem a pauta local dos docentes da instituição.
Na ocasião, a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progepe) informou que, com a implantação do Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (SIASS) em dezembro de 2009, a incorporação dos benefícios à folha de pagamento dos servidores passou a ser feita diretamente por um módulo de concessão de adicionais, que utiliza automaticamente as informações fornecidas pelos administradores de cada unidade.
Assim, segundo a Pró-reitoria, alguns docentes e servidores técnico-administrativos tiveram seus adicionais cortados automaticamente, sem notificação e sem a possibilidade de que a Progepe revertesse a alteração.
Na data, a APUFPR solicitou que a administração se posicionasse contrária a esses cortes automáticos dos adicionais ocupacionais, que caracterizam uma afronta a autonomia da Universidade.