08/03/2010
Docentes da APUFPR-SSind relatam
participação no 29° Congresso do ANDES-SN
A APUFPR-SSind participou do 29º Congresso do ANDES-SN, realizado no final de janeiro, em Belém do Pará, com doze delegados e quatro observadores. O evento reuniu 304 delegados de 54 seções sindicais diferentes e teve como tema “Contrarreforma Universitária, ataques à carreira e ao trabalho docente: desafios do ANDES-SN na luta em defesa da universidade pública”.
Para a presidente da APUFPR-SSind, Astrid Avila, que também participou do encontro como delegada da seção sindical, o Congresso do ANDES-SN cumpre um importante papel de análise e planejamento das ações que nortearão o movimento sindical ao longo do ano. “O centro da nossa atuação em 2010 será a luta pela valorização do trabalho docente nas universidades, contra a precarização e por melhorias nas condições de trabalho, e pela defesa de uma estrutura de carreira que valorize o regime de Dedicação Exclusiva, que proporcione uma remuneração justa e que cumpra com os princípios da paridade e isonomia. Também estaremos mobilizados em defesa de um projeto de universidade pública, autônoma e socialmente referenciada e em defesa do fortalecimento dos nossos instrumentos de organização”, destaca.
Participação da APUFPR-SSIND
Neste ano, a APUFPR-SSind decidiu em assembleia que a participação no Congresso seria uma atividade prioritária. Além do envio de uma delegação composta por 16 docentes, a APUFPR-SSind também realizou um encontro preparatório para o evento e encaminhou três Textos de Resolução. Para a professora Terezinha Mafioletti, que participou do Congresso como observadora, a preparação anterior e o envio das TRs possibilitaram uma participação mais ativa nos espaços de discussão e plenárias. “A APUFPR teve uma importante participação no Congresso. Além de ter levado uma delegação grande, definida em assembleia, organizou-se com propostas de TRs para o evento. Tivemos também uma boa inserção nos grupos de trabalho e nas plenárias, contribuindo de forma articulada e propositiva para o desenrolar do evento”, defende.
Durante as plenárias temáticas, duas das resoluções encaminhadas pela APUFPR-SSind foram aprovadas: a TR 38, que trata da sindicalização dos docentes dos Institutos Federais, e a TR 55, que propõe a realização de um seminário nacional sobre propriedade intelectual e direito autoral. A TR 54, que apresenta a proposta de estrutura de carreira para as IFES, construída pela APUFPR-SSind ao longo do segundo semestre de 2009, foi encaminhada para discussão nas bases do ANDES-SN e para a Coordenação do GT Carreira para que seja avaliada com mais profundidade durante o ano de 2010.
Organização e luta
Para a professora Eva Dalmolin, os espaços do congresso poderiam ser ainda mais dinâmicos e participativos se houvesse outra metodologia de trabalho, na qual fosse revisto o tempo necessário para os debates intensos e extensos que se apresentam para a categoria. Para a docente, se houvesse um tempo maior para discutir cada tema proposto, novos militantes poderiam se sentir incentivados e se destacar. “Teríamos, então, novas lideranças apontando, estimuladas por verem as suas ideias sendo discutidas. Poderíamos ter abrilhantado ainda mais a nossa participação como delegados da APUFPR”, justifica.
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O Congresso do ANDES-SN é entendido como um espaço de fundamental importância para a troca de experiências e articulação das pautas do movimento docente. Na opinião do professor Paulo de Oliveira Perna, além do incentivo e ânimo despertados pelo ambiente de discussão, o evento também foi um importante instrumento de organização da militância. “Essas instâncias são fundamentais na organização de qualquer segmento da classe trabalhadora, para construir uma unidade na luta. Sem esses encontros, ficaria muito complicado – quando não impossível – conduzir uma luta com chances de vitória, tanto no sentido de definir prioridades, como de escolher formas de levar o movimento adiante”. |
Para ele, a tarefa maior é repassar as informações e atividades discutidas no congresso para o conjunto dos professores da UFPR. “Temos ainda muito caminho para trilhar, pois precisamos fazer com que aquilo aconteça aqui, na nossa base, entre os nossos professores. Esse é o maior desafio de todo e qualquer movimento: trazer mais gente para dentro da luta organizada, convencer e não dispersar”, ressalta.
Formação humana e política
Terezinha Mafioletti conta ainda que a participação nos espaços do movimento docente envolve a dimensão humana e a formação política de forma bastante significativa. “Além de ter me atualizado sobre o andamento dos debates no sindicato, as análises coletivas do atual contexto social e político e de como ele afeta as universidades, bem como a elaboração de estratégias de enfrentamento a esse contexto, foram de grande valia para minha formação política, profissional e pessoal”.
Já para a professora Eva Dalmolin, a participação no Congresso do ANDES marcou uma nova etapa de participação sindical. “Por muitos anos, fiquei envolvida com encargos administrativos, além das tarefas didáticas. Porém, desde agosto do ano passado, voltei para o CRAPUFPR como representante do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas. Fiquei muito feliz em poder fazer parte novamente da delegação da APUFPR”, conta.