14/09/2009
Por que estamos adoecendo?
“Saúde do Professor em Debate” foi o tema do evento realizado dia 1º de setembro, pela APUFPR-SSind em parceria com o Sinditest e a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas da UFPR (PROGEPE).
Entre as autoridades presentes estavam a Presidente da APUFPR-SSind, Astrid Avila, o vice-presidente da APUFPR-SSind e responsável pelo evento, Ivan Domingos, o reitor da UFPR, professor Zaki Akel Sobrinho, a pró-reitora de Gestão de Pessoas, Larissa Martins Born, e Carla Cobalchini, coordenadora do GT Saúde do Trabalhador e representante do Sinditest. Para debater o assunto foram convidados Fernando Molinos Pires, professor da UFRGS, diretor do Andes-SN e membro da coordenação do GT de Seguridade Social para Assuntos de Aposentadoria do ANDES-SN, e Maria de Fátima Ferreira Queiroz, fisioterapeuta, mestre e doutora em saúde pública pela USP.
O evento, realizado no Auditório Rosa do campus Jardim Botânico da UFPR, teve como objetivo aprofundar o debate sobre as concepções de saúde e os processos de adoecimento no trabalho do professor.
O palestrante Fernando Molinos convidou todos a refletir sobre a saúde, a doença e por que os docentes estão adoecendo. Segundo ele, o adoecimento é produto de uma condição de vida e de trabalho precário. “Não são os vírus que nos deixam doentes, são as relações de trabalho, as inversões do sentido do trabalho, que está sendo tolhido e deturpado por programas governamentais, pois somos servidores públicos e temos um padrão a seguir”, afirma Molinos. No segundo momento do evento, Maria de Fátima falou sobre a saúde do professor sob o impacto do produtivismo e da precarização do trabalho e ainda fez uma análise dos efeitos da síndrome de Burnout.