Por Carla Lisboa
Ainda relativamente à educação superior, os dirigentes sindicais decidiram que o ANDES-SN vai continuar denunciando e combatendo o uso do ensino a distância (EaD) na formação inicial, uma vez que, no entendimento deles, essa modalidade de ensino tem tendência reducionista e aligeirada em comparação com os processos formativos presenciais.
O ensino a distância é uma modalidade de ensino usada pelos governos como estratégia para expandir o acesso ao ensino superior sem investimentos, de acordo com determinações dos organismos multilaterais de financiamento, para atender aos interesses dos empresários da educação.
Não é possível confundir, contudo, o EaD – ferramenta de interação a distância importante para a difusão da informação – com os processos educacionais mais amplos.
Além do EaD, os sindicalistas incluíram no debate e entre as deliberações posicionamentos contra o mestrado profissionalizante. Na avaliação deles, esse tipo de formação faz parte do processo de desmonte da universidade pública com vistas a facilitar a atuação das instituições mercantis de ensino superior.
Eles concluíram também que “o governo federal busca acentuar o rebaixamento da formação também no nível da pós-graduação, por meio do mestrado profissionalizante, de iniciativa do MEC/CAPES, evidenciando, assim, um esforço para desconstituir as estruturas de pesquisa e de produção de conhecimentos alicerçados nas universidades brasileiras”, justificam na Carta de Curitiba.
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