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Os membros do Ministério Público da União recebem o maior valor de diária pago pela administração pública federal (R$ 775,83). Enquanto isso o valor máximo de diárias de viagens a trabalho de um docente da UFPR chega aos R$ 187,83.
Matéria veiculada no site do Conselho Federal da OAB relata que os integrantes do MPU aumentam os salários com diárias em valores superiores a até sete vezes o recebido por servidores do Executivo.
Segundo o texto publicado pela OAB, um ministro do STF tem direito à quantia de R$ 614, e juízes federais, de R$ 571. O valor para senadores e deputados também é menor: R$ 330 e R$ 300. Já o advogado-geral da União e o defensor-público-geral da União recebem bem menos, entre R$ 148,29 e R$ 187,83, conforme a cidade de destino. As diárias de procuradores federais, procuradores da Fazenda Nacional, auditores fiscais e delegados da Polícia Federal, sem cargos de chefia, são mais baixas ainda, de R$ 103,08 a R$ 130,56, de acordo com a cidade.
O Ministério do Planejamento informou a OAB que não há previsão de reajustar as diárias do Executivo.
As diárias foram criadas no serviço público para cobrir as despesas de transporte, hospedagem e alimentação do funcionário que precisa se deslocar para outra cidade.
O procurador da República de Santa Catarina, David Lincoln Rocha, moveu ação civil pública contestando a lei que fixou as diárias em 1/30 dos vencimentos brutos dos integrantes do órgão. Para ele, a lei é inconstitucional porque viola os princípios da moralidade e da eficiência da administração pública.
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