O jornal Correio Braziliense de sábado (1/11) publicou declarações dos ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) tentando minimizar os efeitos negativos dos apelos que o colega Guido Mantega, da Fazenda, gerou para o governo ao pedir aos senadores que vetem qualquer tentativa de elevação de gastos públicos com o funcionalismo e a Previdência Social.
De acordo com o jornal, o Palácio do Planalto informou que "está mantida a promessa de aprovar as medidas provisórias que reajustam o salário de mais de 350 mil funcionários e criam 2 mil cargos na Polícia Federal". “O ministro Guido não estava falando das MPs. Ele estava falando de outros projetos. Vamos cumprir o que está no acordo”, afirma o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. “É claro que o governo cumprirá os acordos com os servidores”, diz o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro. A intenção do governo é que as MPs, que já passaram pela Câmara, sejam votadas na próxima semana no Senado.
A notícia do Correio afirma que apesar da garantia do governo para os reajustes já previstos, "os servidores terão dificuldade para conseguir qualquer outro benefício". A ordem do Palácio do Planalto, segundo o diário, é evitar a criação de gastos extras, seja por meio da inclusão de emendas nas medidas provisórias em tramitação, seja pela aprovação de projetos de lei de autoria de deputados e senadores. "Em momento de crise, em que o Executivo ainda não sabe qual será o impacto sobre a arrecadação de impostos, será necessário cautela para evitar grandes cortes no Orçamento. Mas uma coisa é praticamente certa. A equipe econômica vai revisar os parâmetros econômicos do Orçamento de 2009 e ajustes serão necessários. O próprio governo, que trabalhava com uma expansão econômica de 4,5% para 2009, já admite que o país deverá crescer entre 3,8% e 4%."
Fonte: Andes |