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24/04/2008

Documento encaminhado a CPMI confirma versão da diretora das bibliotecas da UFPR

André Gonçalves - Correspondente do jornal Gazeta do Povo em Brasília

O caso das compras feitas por Lígia Setenareski está, até agora, fora da investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos. O nome dela aparece apenas em um estudo feito pela Consultoria da CPMI, ao qual a reportagem teve acesso, como funcionária que mais gastou em todo país com cartão corporativo. No documento, as compras discriminadas confirmam a versão de Lígia. Ela adquiriu, por exemplo, publicações das universidades de Oxford, na Inglaterra, e Princeton, no EUA. E nunca houve suspeita de irregularidades por parte do Tribunal de Contas da União.

“Parece um escândalo, mas temos que saber bem da versão dela para não cometermos injustiças”, diz o deputado federal Affonso Camargo (PSDB-PR), integrante da CPMI. Camargo também adiantou que dificilmente a servidora será chamada para depor à comissão. “Se formos chamar um por um dos que aparentemente cometeram algum deslize, teríamos de organizar duas mil audiências.”