O reajuste que o governo se dispõe a parcelar em três anos, além de compor o conjunto de imposições que desconsideram as reivindicações dos docentes ainda é incerto.
A intenção do governo era concedê-lo por meio de uma medida provisória, no entanto, depois do acordo com a oposição para limitação de MP, não sabemos o que acontecerá. A medida provisória seria o caminho mais rápido e, se não for assim, o governo certamente terá que enviar um projeto de lei para o Congresso Nacional, e aí o reajuste e todas as medidas impostas certamente demorarão a virar realidade diz Agostinho Beghelli Filho, 2º vice-presidente do ANDES.
Esses são os principais pontos negativos das propostas que o governo quer impor à categoria:
1 Não compensam as perdas salariais da era FHC e nem asseguram a compensação da totalidade das perdas do governo Lula, por se um acordo de três anos e não ter nenhum dispositivo de compensação de uma inflação acima da prevista pelo governo.
2 Mantêm a GED e seu caráter produtivista a valorização do vencimento básico é uma das principais reivindicações dos docentes, mas o governo só concede reajuste imediato da GED, gratificação produtivista não regulamentada, cujas regras poderão ser alteradas a qualquer momento. |