19/03/2008
Governo ignora reivindicações dos docentes
Na avaliação dos professores que estiveram reunidos na última reunião do Setor das Federais do ANDES, 16 e 17 de março, o governo está tratando a categoria com profundo desrespeito, ignorando as reivindicações salariais protocoladas no MEC no dia 9 de maio de 2007.
A nova proposta estruturada pelo governo e praticamente imposta aos docentes de Ensino Superior é simplesmente aumentar a GED agora e em 2009 incorporar a GAE ao vencimento básico. Com isso, o governo economiza nos pagamentos de gratificações com anuênios e também de alguns ganhos judiciais, calculadas a partir do vencimento básico. Além disso, pode vir a economizar no pagamento da GED, caso ela retorne como gratificação produtivista.
Esta proposta está na contramão das reivindicações protocoladas pelo ANDES, a qual primeiramente contempla as carreiras de ensino superior juntamente com as de 1º e 2º grau, pedindo a recuperação do poder aquisitivo dos docentes, a valorização do vencimento básico com incorporação das gratificações, valorização da carreira docente, isonomia entre as carreiras de ensino superior e 1º e 2º graus e a paridade entre os ativos e os aposentados.
Diante desse quadro, os docentes representando 32 seções sindicais do ANDES na Plenária das Ifes indicaram que o Sindicato Nacional exija uma audiência com os Ministros do MEC e do MPOG para denunciar o desrespeito com que vem sendo tratada a categoria por parte dos representantes do governo nas inúmeras reuniões que aconteceram ao longo de 2007 e até o momento em 2008.
Avaliação da diretoria
Na avaliação da diretoria do Andes-SN, as medidas que o governo pretende implementar agora são ainda piores do que aquelas que já foram rejeitadas pela base do movimento docente, em dezembro de 2007. Naquele momento, o governo se comprometia a incorporar imediatamente a GAE aos salários dos docentes, aumentando o vencimento básico, e, em 2009 e 2010, reajustar os valores da GED.
O Andes-SN apresentou uma contraproposta que aceitava a proposta do governo para 2008 e para 2009 e 2010 propunha uma aproximação com a proposta do movimento docente. O Andes-SN construiu a sua contraproposta sem alterar substancialmente a ordem de grandeza dos recursos, o que comprova que o impasse foi produzido pelo governo.