14/02/2008
Campanha Salarial
A esperança continua. Após oito encontros com a Secretaria de Recursos Humanos os professores das IFES mantêm a disposição para continuar negociando melhorias para a categoria. O 27º Congresso ratificou a luta pela pauta de reivindicações entregue ao governo, a qual o sindicato nacional pretende continuar defendendo.
Mesmo diante da afirmação do Governo Federal de que não haverá mais negociações de reajuste salariais com os servidores, em virtude da não aprovação da CPMF, o ANDES pretende continuar as negociações com os representantes da SRH do Ministério do Planejamento.
Em decisão tomada no 27º Congresso dos docentes, os professores chegaram à conclusão que, no caso do setor das federais, a greve é a alternativa mais eficaz para combater a dureza e a desatenção do governo Lula.
O presidente do ANDES, Paulo Rizzo, conclamou os docentes para discutirem a greve, pois segundo ele, se não houver negociação, é alto o risco de haver um congelamento salarial em 2008.
Só para lembrar, as negociações foram interrompidas de forma abrupta, com a imposição de um suposto "acordo" sendo assinado por entidades que não possuíam a representatividade dos docentes das IFES. |
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Rizzo ainda afirma ser falsa a argumentação do governo Lula, que se respaldam no fim da CPMF para não pagar os reajustes dos servidores públicos. "Afinal, o governo não parece encontrar nenhuma dificuldade orçamentária para quitar seus compromissos com o capital financeiro, mantendo as metas do superávit primário", destaca o sindicalista.
ÚLTIMO POSICIONAMENTO
Na reunião do Setor das Federais, realizada no dia 15 de dezembro de 2007, foi feita uma criteriosa avaliação do até então estágio da Campanha Salarial 2007 e das interlocuções que o ANDES vinha tendo com o governo para o atendimento da pauta de reivindicações, protocolada no MEC e no MP no primeiro semestre de 2007.
Após refutarem firmemente a "tal Termo de Acordo" firmado com entidades paralelas, o Setor das Federais votou e aprovou a continuidade na interlocução visando à conquista dos seguintes pontos: incentivo de titulação em percentual e vinculado ao Vencimento Básico; estabelecimento de valores fixos para a GED, equiparação da GED e GEAD e calendário de incorporação dessas gratificações; garantia de tratamento isonômico dos reajustes; recuperação dos degraus da malha de Vencimento Básico.