| 28/02/2007
Reforma universitária não se resume ao PL 7.200
A reforma universitária foi um tema recorrente durante a solenidade de abertura. Rafael Pires, da diretoria da UNE (União Nacional dos Estudantes), e Aroldo Félix de Araújo Junior, Presidente do Diretório Central dos Estudantes da UFCG, atacaram não somente o PL 7.200, mas todas as medidas que vêm aprofundando e acelerando o processo de privatização do ensino no país, dentre as quais o PROUNI.
Rafael Pires, eleito para a diretoria da UNE pela oposição, destacou que a entidade não "tem honrado sua tradição de defesa da escola pública e de qualidade neste país". Pires também falou da necessidade de união de estudantes e trabalhadores para se contraporem às reformas neoliberais em curso e da luta contra o pagamento dos juros da dívida pública. O projeto Universidade Nova também não escapou às críticas. Paulo Rizzo alertou para o fato de que "estamos num momento em que tudo que é velho tem sido divulgado como novo. O que o projeto Universidade Nova tem de novo?", questionou.
O Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) também foi bastante criticado nos discursos dos componentes da mesa de abertura. Zé Maria, membro da Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), destacou a importância da luta imediata contra o programa e afirmou que o enfrentamento, agora, é mais fácil do que em 2003, quando o governo estava menos desgastado. "A CUT debandou e hoje temos um pólo de aglutinação de forças que, apesar de ainda estar muito aquém do precisamos, não foge à luta e segue na sua construção", observou Zé Maria.
Paulo Rizzo lembrou que o PAC não traz novidades. "O pensamento hegemônico é de que a economia só crescerá mediante a retirada de direitos dos trabalhadores, e isso não é novo. Para a CUT (Central Única dos Trabalhadores), o PAC é um instrumento de rompimento com a agenda neoliberal e marca o início de uma agenda desenvolvimentista, mas é não é. É um instrumento de política monetarista. Quando a economia cresce são os banqueiros que lucram, quando a economia não cresce, os banqueiros continuam lucrando e os trabalhadores são culpados por isso, o que é típico do velho pensamento que sempre dominou este país".
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