Ato reúne 2 mil e antecipa campanha 2007
Entidades dos servidores são recebidas no Palácio do Planalto
Mais de 2 mil servidores públicos participaram do ato público organizado pela Coordenação Nacional das Entidades dos Servidores Federais (CNESF) no último dia 5, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A concentração da atividade foi em frente ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, onde os representantes das entidades se manifestaram.
A insatisfação era geral com as medidas provisórias editadas pelo governo federal, muito aquém das reivindicações das categorias e algumas delas chegando até a causar perdas em direitos conquistados no passado. Houve protesto, ainda, contra as votações ocorridas no Congresso Nacional no chamado "esforço concentrado", durante a noite do dia 4, sem o acatamento de uma emenda sequer que pudesse corrigir as diversas distorções nas MPs (entre elas, a MP 295/06, que mudou a carreira e os salários dos docentes, convertida na Lei nº 11.344, de 8/9).
Os servidores percorreram a Esplanada e se dirigiram ao Palácio do Planalto a fim de protocolar a entrega de uma carta dirigida ao presidente da República. No documento, reivindicam interferência de Lula para que seja retomada a Mesa Nacional de Negociação Permanente pelo Ministério do Planejamento. Uma comissão de 13 representantes das entidades foi recebida por assessores da Presidência da República que se comprometeram a encaminhar a solicitação ao presidente. |

foto:
Carla Lisboa (ADUnB)
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A carta
No texto da carta protocolada, registram que a Mesa Nacional foi instituída em 2003 na presença de oito ministros de Estado e foi caracterizada, pelo próprio governo, como um "marco de plenitude democrática" na relação entre o funcionalismo e o Executivo federal. Lembram os representantes sindicais que a quinta cláusula do regimento da MNNP previa claramente o afastamento do trabalho para o exercício da atividade sindical pelos dirigentes indicados pelas entidades. No entanto, no início de agosto, o ministério do Planejamento simplesmente avisou que não mais reeditaria a portaria que liberava os dirigentes sindicais, nos termos do regimento, e deu as negociações como interrompidas.
Fonte: ADUFRJ